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quinta-feira, 7 de abril de 2011

A carta de um maníaco.

Carta deixada pelo assassino de Realengo:



E pra piorar, o caboclo ainda era virgem....

Sem mais.

Tiros em Realengo

Wellington Menezes de Oliveira, ex aluno da escola situada no Realengo, Rio de Janeiro, não acordou de bom humor. O destempero de Wellington causou uma tragédia. 11 crianças mortas e 13 feridos.

Foto: G1.
Aos 23 anos, 8:30 da manhã, com a desculpa de proferir uma palestra ele conseguiu entrar na escola municipal Tasso da Silveira, visitou várias salas de aula e proferiu vários tiros de dois revóveres calibre 38.

Era soropositivo. Órfão. Jovem. Talvez estivesse desempregado. Virou notícia.

Meus profundos pesares às famílias das vítimas,
Meus sinceros agradecimentos à polícia que prontamente respondeu ao pedido de socorro,
Meu mais indignado grito à educação, que mais uma vez é palco de tragédias.

Leia a notícia toda aqui.

A educação precisa de socorro,
A segurança precisa de socorro,
Wellington não precisa mais, ele se suicidou.

Sem mais. Agora temos nossa Columbine.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desabafo de uma professora:

A educadora Angélica Adam, ao ler a reportagem da revista Veja, entitulada "aulas cronometradas", onde a jornalista Roberta de Abreu Lima fazia duras críticas aos educadores, culpando-os pelos erros dos alunos e do sistema educacional brasileiro, resolveu desabafar. Fato, sua carta não será publicada pelo grupo Abril e, sabendo disso, publico eu! E mais, assino embaixo!

Segue o texto:

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.

Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.

Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.

Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”.

Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.


Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores?

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.

Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.

E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.

Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.

Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.

Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.




Angélica C. Adam

Sem mais. Abraços.

sábado, 23 de maio de 2009

Matéria exibida no site: www.megacubo.net, no dia 23 de maio (hoje)

Justiça revoga licença que permitia Maisa trabalhar.









A Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Osasco revogou uma licença que permitia que a menina Maisa Silva, que completa sete anos hoje, trabalhasse. O Ministério Público do Estado de São Paulo não informou se a decisão atinge todas as atividades levadas pela menina –de apresentadora de programa próprio e de participante de um quadro em um programa do SBT.

Como se trata de uma menor, detalhes do processo não são fornecidos pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que entrou com a representação no Fórum de Osasco.

Maisa apresenta desenhos no SBT e participa de um quadro no "Programa Silvio Santos". Em duas edições do programa do dono da emissora, a menina chorou. Em uma, um menino pintado de monstro a assustou, e na outra, a menina bateu a cabeça em uma câmera.

O Ministério Público também não informou a abrangência da ação, mas o SBT informou que a decisão da Justiça não afeta os programas "Sábado Animado" e "Domingo Animado", apresentados pela menina nas manhãs do fim de semana.

Também hoje, o Ministério Público Federal (MPF) informou por meio de comunicado que deseja saber do Ministério das Comunicações se o órgão tomará providências quanto às denúncias de exposição inadequada da menina.

SBT

O SBT informou que vai acatar a decisão da Justiça e que a apresentadora mirim não estará no "Programa Silvio Santos" do próximo domingo. O quadro com Maisa já estava gravado há mais de 20 dias





Agora, falando sério: Lugar de criança é na escola, vocês não acham?

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